23 de out de 2007

Até quando...? O Brasil clama por Justiça!!

Interessante o quanto demora para ajustiça brasileira executar as sentenças previstas para seus processos... se fosse alguém, membro da família de algum juiz heim?...concerteza, seria resolvido em tempo record!!!...se bem que estes julgamentos já estão indo bem "depressa" para o "normal"(comum)... será por causa da pressão "Norte americana",por parte da Família da Religiosa-freira Dorothy Stang...quem sabe...?? só nos resta imaginar e fazer suposições que venham a satisfazer pelo menos em parte, nosso anseio de justiça, num país que sofre de uma "epidemia" chamada de: "sentimento de impunidade", acompanhado de uma "febre" que sinaliza constantemente, a falta de uma Educação para a Vida, de Solidariedade para com o Outro. Fica a nossa reflexão... se concordas ou não com o texto...deixa teu comentário!
(fonte: Comentário recebido pela matéria anterior)

Novo julgamento de Vitalmiro Bastos de Moura é adiado para 2008



da Folha Online
O novo julgamento do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, considerado o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang, em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu, inicialmente previsto para esta quinta-feira, foi adiado para 2008.

Segundo informações do TJ (Tribunal de Justiça) do Pará, o advogado do acusado, Eduardo Imbiriba, alegou problemas de saúde para pedir o adiamento do novo júri.

Novo julgamento de Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, é adiado para 2008
Inicialmente, Bida recebeu uma pena de 30 anos de reclusão em regime fechado. No entanto, como a pena excedeu 20 anos, ele tem o direito a novo julgamento.

Dorothy Stang(...)morta a tiros em um assentamento de sem-terra. No local, ela participava de um movimento que reivindica reforma agrária na região.

Ontem, o pistoleiro Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, acusado de ser um dos autores do assassinato da freira, foi condenado a 27 anos de prisão pela morte da missionária. Ao ser interrogado, ele disse ter matado a freira a tiros, mas negou que tivesse sido contratado por fazendeiros para assassiná-la.

No primeiro julgamento, ocorrido em dezembro de 2005, o pistoleiro também recebeu a pena de 27 anos de reclusão, mas, como a pena excedeu 20 anos, teve o direito a novo júri popular.
(Leia mais na Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/)

19 de out de 2007

CHAMADA DE UM COMENTÁRIO SOBRE O FILME "TROPA DE ELITE"



Por "Observatório da Indústria Cultural"
(...)Devemos lembrar ainda que a leitura individual de um filme está apoiada em uma seqüência de práticas articuladas umas às outras, sendo bem mais do que um ato autônomo, que tem a si mesmo como fim[3]. Logo, a representação das favelas como territórios das “classes perigosas” reproduzida em Tropa de Elite atua em conjunto com as reportagens da imprensa escrita e dos telejornais – que deslocam um aspecto do cotidiano desses espaços, a violência, e criam, pela repetição, uma realidade de acordo com categorias de percepção próprias dos profissionais de tal área. José Padilha lava as mãos e afirma que a sua intenção foi apenas acrescentar à história do cinema brasileiro a visão da polícia sobre a criminalidade pública. Ao que podemos questionar: neutralidade existe? O elogio à imparcialidade, em um contexto de guerra aos pobres na mídia e nas relações sociais – e, mais amplamente, de derrota da proposta do desarmamento da sociedade – convence apenas os entusiastas da abordagem simplista da violência urbana promovida pelo diretor – os quais, pelo menos (ou ironicamente), tomaram partido.


(LEIA NA INTEGRA. FONTE: http://oicult.blogspot.com/)

13 de out de 2007





Belém - PA



Olá amigos e amigas que visitam e interagem com este site. Sejam todos bem vindos!...Venho aqui neste mês de outubro, desejar um Feliz CIRIO de N. S. de Nazaré para todo o Povo PARAENSE e para os paraenses que moram longe!



Obrigado pela audiência!!



José Cardoso Simões Neto

5 de out de 2007

TALES DE MILETO


Tales de Mileto (em grego Θαλής ο Μιλήσιος) foi o primeiro filósofo ocidental de que se tem notícia. Ele é o marco inicial da filosofia ocidental. De ascendência fenícia, nasceu em Mileto, antiga colônia grega, na Ásia Menor, atual Turquia, por volta de 624/625 a.C. e faleceu aproximadamente em 556 ou 558 a.C.


Tales é apontado como um dos
sete sábios da Grécia Antiga. Além disso, foi o fundador da Escola Jônica. Considerado, também, o primeiro filósofo da "physis"(natureza), porque outros, depois dele, seguiram seu caminho buscando o princípio natural das coisas.Tales considerava a água como sendo a origem de todas as coisas. E seus seguidores, embora discordassem quanto à “substância primordial” (que constituía a essência do universo), concordavam com ele no que dizia respeito à existência de um “princípio único" para essa natureza primordial.Entre os principais discípulos de Tales de Mileto merecem destaque: Anaxímenes que dizia ser o "ar" a substância primária; e Anaximandro, para quem os mundos eram infinitos em sua perpétua inter-relação.

Os trabalhos de Tales
Atribui-se a Tales também a primeira medida de tempo exata utilizando-se o gnômon (relógio solar) e a construção de parapegmas (calendários astronômicos que continham informações meteorológicas).


Tales foi o primeiro
astrônomo a explicar o eclipse do Sol, ao verificar que a Lua é iluminada por esse astro. Segundo Heródoto, ele teria previsto um eclipse solar em 585 a.C. Segundo Aristóteles, tal feito marca o momento em que começa a filosofia. Os astrônomos modernos calculam que esse eclipse se apresentou em 28 de Maio do ano mencionado por Heródoto.

Se Tales aparece como o iniciador da filosofia, é porque seu esforço em buscar o princípio único da explicação do mundo não só constitui o ideal mesmo da filosofia como também forneceu-lhe impulso para o seu próprio desenvolvimento.

26 de set de 2007

A LINGUAGEM INTEGRA E APROXIMA OS HOMENS

*
A linguagem é de fundamental importância para constituição da cultura, tornando os outros sistemas apenas acessórios. A mesma exige lógica e bom encadeamento das idéias para torná-lo eficiente e atingir seu objetivo.


A linguagem é composta por duas formas que possibilitam sua exposição: oral e escrita. A primeira o sistema mais complexo, pois a gama de características que o compõe implica na obrigação do bom emprego das mesmas como enfatizar em um discurso, as palavras certas, buscando boa expressividade; observar a entonação, que é exigida pelo significado e tonalidade que são próprias de cada palavra, sem negligenciar seu contexto; a má pronuncia, que muitas vezes não é um erro proveniente da falta de inteligência ou nível intelectual mas que, saber sua causa favorece a procura de aperfeiçoamento seja por meio de um especialista, terapeuta ou de exercícios práticos como ler em voz alta, enriquecimento do vocabulário etc. ; a confiança que se apresenta como instrumento para um discurso mais claro e portanto evitando embaraços capazes de dificultar o entendimento e o rítimo, propriamente dito com que se fala, o que revela muitas vezes nervosismo, entusiasmo exagerado etc .; deve-se ter em mente objetivo de não falar muito rápido ou muito devagar, mas sim, a medida certa em vista da apreciação por que escuta, do que se está falando.

A outra forma é a escrita a qual o seu bem fazer pressupõe dedicação para adquirir a técnica elaborada. A prática de bem redigir, ou melhor, da boa redação, pede de antemão o exercício de leitura e de escrita bem como a observação de algumas orientações as quais cita-se: conhecer a língua em que se escreve, pois sem estes conhecimentos, dificilmente o texto será entendido; a escrita com naturalidade deve ser buscada, evitando-se o rebuscamento; ter a clareza do público para quem vai escrever, o objetivo é a transmissão de uma informação a qual deve ser constituída de idéias muito bem organizadas anteriormente, para que se escreva com fidelidade ao real, ao fato, ou utilizando-se da imaginação quando for necessário; escrever com concisão, sem comprometer o entendimento com excesso de informação, mas com objetividade, preciso, não esquecendo o fundamental para boa compreensão, não esquecendo a gráfica, pois o texto escrito de forma clara, busca atingir seu objetivo, a sua compreensão.

Desta forma, a linguagem atua como uma atmosfera sempre dinâmica que envolve os membros de uma comunidade interligando-os de forma tal que as mensagens-texto funcionam como uma complexa rede de afinidades em menor, médio e/ou maior nível. Percebe-se quão importante é a linguagem, seja ela escrita ou oral, pois revela – se como instrumento fundamental para aproximação e entendimento entre os homens e deste com o mundo.

(Autor: José Cardoso Simões Neto)
*Imagem retirada de : www.colfenix.com.br/.../barrinhas.jpg

27 de ago de 2007

A educação como prioridade do Governo Lula...??


A educação brasileira tem sido foco de constantes lutas e reivindicações de uma sociedade que não visualiza a educação como prioridade do governo. Destaca-se como uma das questões mais debatidas: o melhoramento da qualidade do ensino público e das condições de vida e trabalho do professor e do aluno, e o aumento das verbas para a educação pública.


Os problemas são muitos. O próprio Presidente da República reconhecesse isso, no dia da apresentação do plano de governo para a melhoria da educação, fazendo a afirmação pertinente, na qual a educação se encontra no “pior dos mundos”, tendo como características contatadas a evasão e repetência escolar, bem como, o baixo salário dos professores e a má qualificação dos mesmos.


Diante dessas circunstâncias, o governo lança o plano de ação para a melhoria da educação e, neste, propõe a criação de uma prova avaliativa sobre a alfabetização de crianças de 6 a 8 anos, sem falar na elaboração de um novo indicador, pelo qual se espera visualizar cidades com nível de qualidade no ensino abaixo da média, para possa ser feito um investimento mais direcionado, cuja promessa é de 8 bilhões (0,4% do PIB), segundo o Ministro Fernando Haddad.


Tal investimento visa beneficiar tudo o que influencia diretamente a qualidade do ensino nacional. Essas ações nada mais são do que um ato justo e normal, já que o dinheiro é público. Só resta ser constatado futuramente se realmente esses investimentos alcançaram as populações mais necessitadas, de municípios longínquos, por exemplo.


Ressalta-se que o este fundo para a educação requer a participação ativa dos municípios, na identificação das necessidades e destinação do investimento para a constituição de uma educação de base mais fortalecida.


O plano prevê ainda o aumento da fixa etária da Bolsa Família de 15 para 17 anos e a ampliação do ProUni, em vista do maior acesso ao ensino superior, via instituições privadas (acréscimo de 400 mil Bolsas integrais às 400 mil – parciais e integrais – já oferecidas). A idéia seria a integração com o FIES, programa de financiamento estudantil, no caso específico das bolsas parciais, em que a metade para pelo aluno seria patrocinada por tal programa, já que, segundo Haddad, o crédito foi mal pensado e “é feito de tal maneira, que quem precisa, não pode pagar”.


Sobre esta questão, não se pode negar que o ProUni e o FIES constituem uma resposta remediativa frente às realidades de poucas vagas nas Universidade Públicas. Algo que se pode questionar diz respeito ao porquê de não haver investimentos satisfatórios para a manutenção da qualidade do ensino público e, por outro lado, haver a liberação de verbas, com maior facilidade, para tais programas.


Deste modo, ao se constatar que o ideal de investimento na educação, segundo especialistas, seria de aproximadamente, 20% do PIB, então se pode concluir, a partir de uma realidade de 0,4% para o Brasil, que a instalação de um plano de atuação, em vista de um avanço, constitui-se em um processo lento e quase estagnado.

(autor: José Simões)

22 de ago de 2007

Laudo da PF derruba argumentos de defesa de Renan

Para peritos, não há prova de transferência direta do senador para Mônica nem ganho de R$ 1,9 mi com gado
Vannildo Mendes, do Estadão
BRASÍLIA - A esperança do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) de salvar o mandato com a perícia que o Senado encomendou à Polícia Federal nos seus documentos de defesa caiu por terra. O laudo conclusivo, feito pelo Instituto Nacional de Criminalística da PF, foi entregue na noite desta terça-feira, 21, ao Senado. O documento aponta inconsistências na evolução patrimonial de Renan, sobretudo em 2005, e não prova, como queria o senador, que saiu do bolso dele o dinheiro para pagar a pensão da jornalista Mônica Veloso, com a qual tem uma filha. Os saques, que o senador apresentou como prova, não batem com os valores nem com as datas de entrada de dinheiro na conta da jornalista.

Conforme os peritos, não há uma só prova de transferência direta de Renan para Mônica, como um cheque ou valor retirado da sua conta, depositado ou transferido diretamente para a conta da jornalista. O dinheiro que ele diz ter destinado a Mônica não traz qualquer conexão com os valores que a jornalista diz ter recebido, em envelopes mensais, das mãos do lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior.

Os documentos não provam sequer que Renan vendeu, como alega, os 2,2 mil bois, ou que faturou R$ 1,9 milhão com suas atividades rurais em quatro anos. Isso porque ele entregou como provas notas fiscais que não batem com as guias de transporte de animais (GTAs), nem nas quantidades nem nos valores, ou nas datas. Renan não comprovou sequer a entrada do dinheiro na sua conta como fruto dos negócios bovinos. Até a quantidade de vacinas dá diferença do tamanho do rebanho.

Para justificar a evolução patrimonial e a movimentação financeira dos últimos anos, o senador colocou como renda incorporada ao patrimônio centenas de bois cuja venda não foi comprovada. Somou também rendimentos indevidos, como a verba indenizatória, um dinheiro carimbado do Senado que os senadores só recebem contra recibo de despesas como combustível, passagens e outras. O laudo traz uma tabela anexa detalhando o patrimônio declarado e o real, com a supressão dos valores indevidos.

Com 38 páginas e vários anexos, o laudo revela que os documentos entregues à perícia - notas fiscais de venda de bois, recibos, guias de transporte de animais e declarações de renda desde 2002 - são materialmente autênticos. Mas aponta indícios de falsidade ideológica que, para os peritos, precisam ser investigados em profundidade em diligências policiais, seja a pedido do próprio Senado, ou por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O laudo foi entregue lacrado para ser aberto nesta quarta-feira pelos senadores, que decidirão os próximos passos.

Exemplos duvidosos e favoráveis

Uma cópia do laudo será entregue ao STF também nesta quarta, onde foi aberto pelo Ministério Público Federal inquérito para investigar suspeitas de enriquecimento ilícito, uso de documentos falsos, prevaricação e crime financeiro que pesam contra o senador. Segundo autoridades que tiveram acesso ao trabalho dos peritos, a impressão é que Renan maquiou o patrimônio para justificar o pagamento da pensão, mas faltou cuidado na hora de fechar as contas às pressas.

O relatório dos peritos cita vários exemplos duvidosos de patrimônio, como por exemplo a compra de uma fazenda por R$ 300 mil, baseada em declaração que precisa ser checada. O laudo faz mais de 30 ressalvas quanto à evolução patrimonial e às operações de venda de gado.

O laudo tem algumas informações favoráveis. Revela por exemplo que Renan tinha renda para pagar a pensão de R$ 418 mil, desembolsada em três anos e que não superfaturou o valor dos bois que diz ter vendido. Mas no geral é demolidor para a defesa do senador, conforme essas mesmas autoridades. Os documentos não provam que ele vendeu o gado, muito menos nas quantidades que afirma. Tudo o resto da defesa fica prejudicada porque o seu patrimônio é escorado na venda do gado, sua principal fonte de ganhos. Assim, a legitimidade do patrimônio fica contaminada.

Os peritos fizeram uma avaliação superficial no último lote de documentos, enviado à última hora pela Secretaria da Fazenda e notaram que eles não alteram o conteúdo do laudo e, por isso, não deve haver um novo relatório.

Renan responde a processo por quebra de decoro, sob a acusação de ter despesas pessoais pagas pelo lobista e pode perder o mandato, caso condenado. O presidente do Conselho, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), informou que a partir desta quarta, quando for aberto o envelope, dará cinco dias para Renan apresentar defesa. Em seguida, abrirá prazo para os relatores darem seu parecer.

A previsão é que o processo possa ser julgado no fim de setembro. Se o conselho aprovar parecer pela cassação, ele seguirá para o plenário, onde precisará dos votos de 41 senadores, a maioria absoluta. Renan afirmou que pretende comparecer ao Conselho de Ética para se defender e tem convicção de que será inocentado.
(texto retirado de forma integral de: http://www.estadao.com.br)




Ontologia (<grego ontos+logoi = "conhecimento do ser") é a parte da filosofia que trata da natureza do ser, da realidade, da existência dos entes e das questões metafísicas em geral. A ontologia trata do ser enquanto ser, isto é, do ser concebido como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres. Algumas vezes, porém impropriamente, costuma ser confundida com metafísica. Conquanto tenham, ambas, certa comunhão ou interseção em objeto de estudo, é também inescusavelmente claro que nenhuma das duas áreas é subconjunto lógico da outra, ainda que na identidade.
Segundo o aristotelismo, parte da filosofia que tem por objeto o estudo das propriedades mais gerais do ser, apartada da infinidade de determinações que, ao qualificá-lo particularmente, ocultam sua natureza plena e integral; metafísica ontológica.

(Portal filosofia- wikipédia)



26 de jul de 2007

INFERÊNCIA HISTÓRICA

*

Quanto à inferência histórica discuti-se, a respeito das provas, serem compulsivas ou meramente permissivas. De certo, se compulsiva deve-se afirmar as premissas e também, obrigatoriamente, a conclusão; de outro, se permissiva a prova apenas autoriza o historiador a confirmar a conclusão caso ele deseje. No caso da história Cola e Tesoura somente a permissiva pode ser conhecida.


Diante disso, o historiador desse modelo depara-se com o problema de aceitar ou negar parte de um argumento. A este problema existe uma forma de se resolver que é pela crítica histórica, na qual se a conclusão é negativa, o historiador fica impedido de aceitá-la, pois não merece crédito. Por outro lado, caso positiva (aparentemente) ficaria isento de falsidade.


Entretanto, pode ser falsa, justamente pelo fator interpretativo, que está sujeito todo historiador, pesquisador, etc., pois a validade depende da interpretação que se vai fazer de determinado fato ou documento.


Por esses impasses e problemas, falou-se que “a história não é uma ciência exata”, pelo argumento de não justificar as conclusões pelas suas provas e ser incapaz de gerar certeza, apenas probabilidade, já que tratava de acontecimentos únicos e irrepetíveis, não passíveis à lei.


Estes argumentos não eram de um todo sem fundamento, tendo em vista que se encaixavam, como ainda hoje, ao modelo Cola e Tesoura. Historiadores da nova geração afirmaram ser essa concepção inválida, pois tinham argumentos que eram, sem dúvida, capazes de comprovar suas conclusões tanto quanto as demonstrações matemáticas. Prova disto é que, desde o materialismo histórico e da escola dos Annales, a investigação histórica deixou de analisar com exclusividade apenas os fatos singulares e passou a abarcar estruturas sociais, culturais e econômicas, que estão sujeitas a regularidade.


A inferência usada na história cientifica é compulsiva ou permissiva? As provas históricas, ao serem questionadas conduzem o historiador à verdade, sem deixar outra alternativa (caso esse realmente as questione), isto é, obrigado-o a confirmar a veracidade de suas conclusões e premissas. Sendo assim, pode-se afirmar que a inferência histórica é compulsiva, pois exige da investigação um exame minucioso e não passivo dos acontecimentos e documentos, não devendo apenas aceitá-los como verdadeiros.


“(...) A única maneira de saber se um dado tipo de argumentação é irrefutável ou não é aprender a argumentar dessa maneira e descobrir (...)” (COLINGWOOD, 1981).

(Texto de José Neto)

BIBLIOGRAFIA

COLINGWOOD, R. G. Provas históricas. In: A idéia de História. 5. ed. Lisboa: Ed. Presença 1981.

SILVA, K. V; SILVA, M. H. Dicionário de conceitos históricos. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2006, p. 182-185.

* Imagem extraída de http://www.abaac.com.br/images/discurso1.jpg

1 de jul de 2007

Bento 16 critica China e pede respeito à Igreja Católica

*Atenção, no final tem uma Crítica pessoal
da France Presse, na Cidade do Vaticano

O Papa Bento 16 pediu às autoridades chinesas "o respeito a uma autêntica liberdade religiosa" e rejeitou a idéia de uma igreja submetida a Pequim e independente do Vaticano.

Em sua carta ao clero e aos católicos da China, divulgada neste sábado, o Papa se declarou aberto a negociações com o governo chinês, mas destacou que falta tempo e boa vontade de ambas as partes para alcançar a normalização das relações com a República Popular da China.

A Santa Sé e a China não mantêm relações diplomáticas desde 1951, quando o Vaticano reconheceu Taiwan.Na carta, que era esperada com muita expectativa, Bento 16 afirma que a Igreja "convida os fiéis a serem bons cidadãos, colaboradores respeitosos e ativos a favor do bem comum de seu país".

Bento 16 pede ainda à China a liberdade de nomear os bispos e destaca que a idéia de uma "Igreja independente" do Vaticano "é incompatível com a doutrina católica".

"A pretensão de certos organismos, criados pelo Estado e estranhos à estrutura da Igreja, de ficar acima dos bispos e de guiar a vida da comunidade não corresponde à doutrina da Igreja", disse.

"A China espera que o Vaticano adote uma atitude realista e não apresente novos obstáculos", afirma um comunicado do ministério chinês das Relações Exteriores, na primeira reação oficial de Pequim à carta papal.
(TEXTO RETIRADO INTEGRALMENTE DA FOLHA ON-LINE)
*Caros,
De certo, para o governo chinês não perder, ou melhor, não ver abalado seu poder instituido e consolidado, necessita de medidas que continuem a sustentá-lo. Ora, imaginem se derrepente, uma onda de comunidades eclesiais de base, por exemplo, invadisse as comunidades desse país, reivindicando os direitos do povo sofrido, oprimido por tantos seculos de ditadura e determinações. Fato é que até a liberdade de expressão é vedada, inclusive o google e o youtube tem restrições para funcionar, num âmbiente em que prevalece o pensamento do Governo e das autoridades.
Diante disso, vem a lembrança do jovem que ficou na frente dos carros tanques impedindo que avançassem...(tristeza). Todos os jovens dessa empreitada foram fusilados...(estou de luto!!)
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Caso "isolado" da USP...SERÁ ??!


Uma acusação de plágio que envolve artigos científicos assinados pelo diretor do IF (Instituto de Física), da Universidade de São Paulo, Alejandro Szanto de Toledo, abriu ontem uma crise entre os professores da entidade। A denúncia, que circula internamente entre um grupo de físicos desde abril, aponta entre os artigos plagiados dois trabalhos do professor Mahir Hussein, da própria USP, recém-aposentado।

Um artigo publicado pelo grupo de Szanto na revista "Physical Review C" está sendo investigado por plágio, e outro na "Nuclear Physics A", foi retratado (anulado). Um terceiro, na "Physics Letters B" é questionado por seus colegas.
As denúncias contra Szanto foram encaminhadas à Reitoria da USP। "Será montada uma comissão e tudo será apurado com todo o cuidado", disse à Folha Mayana Zatz, pró-reitora de Pesquisa. Ela descartou a hipótese de Szanto ser afastado temporariamente antes disso. "Não é o procedimento tomar uma atitude de cara."

Szanto reagiu ontem à acusação, reconhecendo "erros de referenciamento", mas dizendo que o artigo foi submetido para publicação sem seu conhecimento por outro integrante de seu grupo। Hussein rejeita a explicação: "Se isso não é plágio, então eu não sei o que é plágio", diz.

O diretor se diz perseguido। "Não sou o autor principal desse artigo, não sou o orientador do trabalho desse artigo, mas sou a pessoa visada", disse. "Tudo isso aqui é uma ação política, não tem nada de acadêmico."

Sua outra estratégia de defesa foi o ataque। Ontem, numa reunião de docentes do IF, Szanto apresentou em público trechos de um artigo de Hussein que apontavam trechos copiados de outros trabalhos. "Não o acusei de nada, apenas mencionei que ele esqueceu o referenciamento."

O episódio de ontem foi o ápice de uma escaramuça que se iniciou logo que a denúncia do plágio cometido pelo grupo de Szanto aflorou। Professores do IF ouvidos pela Folha afirmam que, em um primeiro momento, o diretor prometeu apurar o caso internamente, mas depois tentou criar barreiras à apuração.

Szanto teria tentado encerrar o assunto após atribuir toda a culpa a um único membro de seu grupo, convencendo-o a escrever uma carta de retratação à revista "Physical Review C", que publicou o estudo questionado।

A Folha teve acesso ao documento, assinado pelo físico Nelson Carlin, do grupo de Szanto. "Gostaria de deixar claro que sou o único responsável pela redação e submissão desse artigo" escreveu Carlin. O pesquisador não foi encontrado em sua sala ontem à tarde, quando a Folha o procurou.
Ameaça
O físico Élcio Abdalla, chefe do departamento em que Hussein trabalha, diz que sofreu uma ameaça de retaliação quando ele e outros colegas tentavam encaminhar o caso para apuração na reitoria। "Ele [Szanto] disse para mim que tinha uma caixa de Pandora", afirmou. A retaliação seria a revelação de um dossiê "de 10 a 15 centímetros de espessura" onde afirma que há sete professores do IF envolvidos em cópias de trechos de trabalhos.

Abdalla enviou ontem uma carta à Reitoria pedindo, então, que a contradenúncia também fosse apurada। "No caso de o dossiê não existir fica caracterizada uma denúncia vazia", diz.

Além da Reitoria da USP, o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), responsável pela concessão de bolsas a cientistas, também confirmou que está apurando o caso, mas não se pronunciará por enquanto।

A entidade periodicamente contabiliza a quantidade de artigos publicados por cientistas para avaliar quais merecem receber bolsas de mérito por alta produtividade. Estudos retratados (anulados) por problemas de plágio ou desvios éticos não entram na conta.
Benjamin Gibson, editor da "Physical Review C", disse à Folha que não pode revelar ainda o que será feito do estudo questionado, pois o processo na revista é confidencial।

O grupo de Szanto, porém, já teve um estudo retratado na revista "Nuclear Physics A"। A revista não diz qual foi o motivo da retirada -mas declara que seus casos de retratação se aplicam a "violações de códigos éticos profissionais".

Szanto afirma que o artigo foi anulado a seu pedido। "Quem retratou o artigo fomos nós, os autores", diz. Mais uma vez, disse, um integrante de seu grupo teria redigido e enviado um trabalho a uma revista sem consultar os colegas de grupo.

Aposentadoria
Hussein, ouvido ontem pela Folha, diz que as justificativas de Szanto para negar a acusação não o convenceram।

Iraquiano naturalizado brasileiro e professor da USP desde os anos 1960, Hussein pediu aposentadoria nesta semana, "para conseguir continuar trabalhando"।

Antes de a controvérsia tomar proporção, o professor chegou a pedir ao diretor a permissão para manter uma sala no instituto. O pedido foi negado depois disso. Em julho, Hussein viaja para um período de trabalho na Alemanha.
"Ele diz que se compromete a [continuar a] administrar aulas, que é uma exigência regimental para esses casos, só que ele vai estar no exterior", diz Szanto। "Como ele pode dar aula se vai estar no exterior?"
(Texto integral retirado da Folha de São Paulo / on-Line)

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27 de jun de 2007

O filme “Clube do Imperador” e a “ relação Professor / Aluno no processo Ensino e Aprendizagem”

O filme “Clube do imperador” se passa numa escola freqüentada pela elite americana, onde o professor William Hundert é reconhecido por suas belas instruções em sala de aula. Tudo sempre correu bem até o dia em que professor se depara com o arrogante Sedgewick Bell, filho de um pai importante na política do país. Diante desta aluno o professor busca a mudança do caráter do mesmo e ganhar sua confiança, convencendo-o de que ele era capaz. Para isso, ele até trapaceou na classificação do famoso jogo "Júlio César", que consistia numa competição na qual só os três melhores alunos da escola podiam participar da grande final e apenas um participante ganhava os louros da vitória.

O professor passou Sedgewick na frente de outro candidato, com esperança de se surpreender e perceber que conseguira mudar o caráter de dele e que este conseguiria vencer o jogo por seus próprios méritos. Mas é aí que o professor se engana, descobrindo no futuro que dar “asas a quem não quer voar” é missão destinada ao fracasso e frustração.

Em sumo, o filme nos mostra que a história de um bom educador se prolonga e se imortaliza nas muitas vidas por ele conduzidas no caminho da aprendizagem, salientando sabiamente que a demanda de alunos arrogantes sempre existirá, porém, a esperança na educação deve persistir. Assim fica o conselho de Aristófanes citado num dos empolgantes diálogos do filme: "A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa, mas a estupidez dura para sempre."
Naquela escola de tradicional não havia avançado para os verdadeiros valores de uma sociedade moderna, onde todos tinham que seguir os mesmos padrões. Ser o "Julio César" no jogo dentro da escola, era o “céu” apenas para um aluno, na qual sua foto iria permanecer eternamente na parede. Era o individual sobressaindo do coletivo। Isso acontece quando na verdade o verdadeiro sentido do jogo deveria ser a ética.

No entanto, para o filme esta era esquecida quando os seus “próprios” valores eram colocados como prioridade. Uma boa educação como um bom educador na prática, não gira em torno de regras rígidas e nem com a preocupação desvairada com a absolvição de informações como se o aluno fosse apenas um recipiente, passivo e sim valores determinantes para um progresso de uma sociedade, pois todos os modelos de educadores como as estruturas de educação deixam rastros e marcas no intimo de cada aluno, seja para o bem como para o mal, podendo facilitar ou dificultar a aprendizagem do aluno.

Todos, segundo Paulo Freire, devem ter a consciência da importância da escola e do educador na formação de cidadãos conscientes de suas responsabilidades sociais. Especificamente na situação do professor Hundert, o fato de ter dado uma oportunidade a um aluno desacreditado e arrogante na esperança de uma mudança pode até parecer correta, porém se analisarmos que implica numa negligenciação de uma atitude ética, no momento em que nega ao verdadeiro vencedor, o seu prêmio, incorre em erro, pois outras formas poderiam ser adotadas sem o comprometimento de outros.

Mas, ao mesmo tempo em que o filme evidencia concretamente essa realidade bom como a valorização de uma gloria individual (o vencedor), ele mostra que educar é ampliar horizontes, redefinir metas, aguçar a sensibilidade, e não simplesmente obter um diploma.

Educação de nada serve se não puder ser revertida em crescimento, em desenvolvimento pessoal e coletivo, pois o educador na medida do possível, para Freire, deve educar para as mudanças, buscar a autonomia e a liberdade trabalhando sempre o lado positivo dos alunos a fim de promover, ou melhor, aguçar suas capacidades de aprendizagem e propiciando uma formação cidadã consciente, como ora citado acima, de suas responsabilidades enquanto um ser social educando e educador ao mesmo tempo.
(Autor: José Cardoso Simões Neto)

13 de jun de 2007

As Possibilidades do conhecimento em Immanuel Kant


Kant analisando o racionalismo o qual fazia parte, percebeu (depois de ter despertado de um dogmatismo racionalista, por Hume) que muita ênfase foi dado aos aspectos constituintes a priori do conhecimento e que este provinha somente da razão e por tanto a priori. E ao contrário, que o próprio Hume havia ido muito longe ao concluir que todo o conhecimento tinha como fonte a experiência e por tanto a posteriori.
Ele (Kant) chaga a concluir a necessidade de analisar o conhecimento a ponto de traçar o quanto podemos conhecer pois por um lado afirmava-se verdades sobre a alma, deus etc. e por outro de que o objeto do conhecimento é quem determinava sobre o sujeito, o que ele deveria conhecer.
Rompe então com a tradição e instaura uma proposta desafiadora o qual tinha como pretensão resolver o problema do conhecimento científico demonstrando suas possibilidades a partir do juízo sintético a priori no qual se revela o sujeito pensante não mais como passivo, receptivo somente, mas como ativo, capaz de inferir sobre o objeto. Desta forma, por um lado nega a metafísica e por outro demonstra a validade da ciência.
É nesta inversão de “papeis” do sujeito e do objeto que Kant se aproxima do feito de Copérnico – em relação a teoria Heliocêntrica que negava a terra como o centro do universo (teocentrismo) afirmando que os astros é que giravam em torno do sol.
Assim o sujeito que é ativo impõe sobre o objeto as formas a priori da sensibilidade de tempo e espaço que possibilitam organização destas informações (percebidas na observação) pelo entendimento que condicionam conhecer o objeto, mas tão somente como ele se mostra, isto é, o fenômeno – impossibilidade de se conhecer as coisas em si mesmas)
Nestas condições, o conhecimento sintético, pode tomar aspecto a priori a partir de quando a experiência leva o sujeito conhecedor a formular leis sobre o objeto e estas ao serem aceitas como verdade e com universalidade tornam – se independentes da experiência e por tanto a priori.
Segue exemplo: 47 + 47 = 94

Nesta operação a sua estrutura é necessária para se obter o resultado e universal, pois quarenta e quatro mais quarenta e quatro são noventa e quatro, tanto hoje, como ontem e amanhã, e em qualquer lugar e sob quaisquer condições ao mesmo tempo para obtermos o resultado, recorremos a algum artifício como calculadora, caneta e papel etc. (talvez não nesta pois é simples, mas em uma outra mais complexa, com certeza os utilizaremos).
Demonstrado o processo de construção do juízo sintético a priori, fica claro que a nossa capacidade de conhecer está condicionada ao tempo e espaço o que torna viável o conhecimento verdadeiro-científico por meio desta relação sujeito-objeto e nada além pode ser conhecido fora desses esquemas próprios da constituição mental de cada sujeito.
(Autor: José Cardoso Simões Neto)
Referências

* KANT, Immanuel. Crítica da Razão Pura. Martin Claret,2003
* MONDIN, Batista. Curso de Filosofia. Vol. 2, ed.8º. Paulus,1982
* DURANT,Will. A História da Filosofia.ed.3º. Record,2000.
* ABBAGNANO,Nicola.Dicionário de Filosofia.Martins Fontes,2007.